As alterações comuns no processo de envelhecimento

O envelhecimento é uma parte importante de todas as sociedades humanas, refletindo as mudanças biológicas, mas também as convenções sociais e culturais, envelhecer diz respeito as perdas das funções normais que ocorrem com o passar dos anos. Estas perdas de funções começam a ficar mais evidentes após os 60 anos

Envelhecer é diferente de adoecer. O envelhecimento “normal” (senescência), inclui eventos “normais”/naturais que ocorrem através do tempo e que levam a um declínio funcional, aumentando nossa vulnerabilidade

e a probabilidade de ficarmos doentes. A senescência tem características particulares, e mesmo entre indivíduos da mesma idade pode haver grandes diferenças nas reservas funcionais: há idosos bem dispostos e em boas condições de saúde; há também idosos cansados e com muitos problemas de saúde.

 

São diverso os fatores influenciadores no quanto vivemos e como envelhecemos. Entre eles podemos citar a herança genética, o acesso a tratamento médico e medidas preventivas, a exposição a agentes ambientais e o estilo de vida que vivemos

Por exemplo, um idoso de 72 anos acostumado a realizar atividade física, que não fuma e não bebe, terá provavelmente uma capacidade cardiovascular, osteoarticular e respiratória muito melhor do que aqueles com um estilo de vida sedentário

Para um idoso acostumado a se exercitar as alterações normais do envelhecimento tendem a ser mais suaves. Ou seja, as “perdas” relacionadas ao envelhecimento podem ser minimizadas pelo investimento pessoal em funções e atividades em idades mais precoces.

Entre as alterações normais do envelhecimento podemos citar:

  • A pele perde a elasticidade e fica mais fina, sua menos e produz menos sebo. Por isso é comum que ela fique mais fina, seca e áspera, sendo mais fácil coçar e mais fácil abrir feridas com pequenos traumas
  • O andar fica mais lento, a flexibilidade e os reflexos diminuem, tornando mais fáceis as quedas e mais difícil proteger-se delas
  • A saliva diminui , os movimentos de deglutição são mais lentos; é mais fácil engasgar-se e sentir a boca ressecada e a saliva grossa;
  • O sistema imunológico, que defende o indivíduo contra infecções, é menos ativo, e o idoso normal tem uma suscetibilidade maior a algumas infecções como pneumonia e tuberculose;
  • O sistema de adaptação de pressão arterial e temperatura também muda, sendo comuns: a deficiência na resposta ao calor ou frio intenso; a ausência de febre nas infecções; as quedas de pressão em mudanças rápidas de posição e a má adaptação da pressão arterial a perdas de líquidos (desidratação);
  • O conteúdo de cálcio dos ossos, a massa e força muscular diminuem;
  • O cérebro diminui de tamanho, porém preserva suas funções, como capacidade de aprender e memória; existe uma diminuição de memória em idades muito avançadas, mais relacionadas à falta de estímulo e atividade do que à incapacidade de lembrar; mantendo o estímulo e a atividade mental, os idosos preservam a capacidade de exercer suas funções intelectuais habituais com agilidade e experiência
  • O coração pode bater mais lento, mesmo em situações em que deveria acelerar, e diminui sua capacidade de adaptação ao "stress";
  • Há uma diminuição da capacidade do pulmão ventilar e da habilidade de tossir;
  • Os rins diminuem sua reserva funcional, tornando-se mais sensíveis aos medicamentos;
  • O sono se altera, sendo comum o idoso dormir menos à noite, e ter períodos de sonolência (cochilos) durante o dia, principalmente quando não tem atividade nenhuma.

Portanto, ser idoso não é uma doença, mas é uma fase da vida caracterizada por diminuição das reservas funcionais e da capacidade do organismo em se adaptar a mudanças bruscas, tornando-o mais susceptível a infecções, quedas, desidratação, efeito colateral de medicamentos, entre outros. O idoso doente tem sinais e sintomas de doença, e deve receber tratamento.

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